Emancipación

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Internacionalistas

Apelo urgente aos internacionalistas na América do Sul

Hoje, em Santiago do Chile, todas as burguesias da América do Sul exceto as do Uruguai, Bolívia e Venezuela constituirão ProSur. O novo marco institucional representa a subordinação da estratégia dos capitais nacionais sul-americanos à o brasileiro, mais forte economicamente e militarmente e agora abençoado como parceiro regional e guardião de um imperialismo maior: os Estados Unidos.

As aparências de um bloco, no entanto, não enganam sobre a natureza violentamente contraditória da nova aliança. Suas primeiras vítimas serão contadas entre aqueles que hoje figuram como fundadores. Arrastadas para uma ignominiosa corrida armamentista, afogadas em suas necessidades imperialistas – exportar, alcançar acordos com outras gangues imperialistas como a China ou a União Européia – as burguesias sul-americanas são impelidas a se alinhar ou perecer. No horizonte aparece novamente o fantasma, quase esquecido, da guerra continental.

Uma nova era está começando no continente em que somente uma resposta internacionalista dos trabalhadores, só uma resposta que reconhece todasas burguesias -continentais e extra-continentais- como um único inimigo, será capaz de enfrentar as tendências militaristas e belicistas que de outra forma seriam imparáveis e que inevitavelmente se desenvolvem em paralelo com o ataque cada vez mais direto aos nossos salários e condições de vida.

A responsabilidade dos verdadeiros internacionalistas é imensa. Depois de um século de bombardeios e louvores à libertação nacional, depois de décadas de venda do capitalismo de Estado totalitário como socialismo, a expressão política dos interesses e possibilidades dos trabalhadores é praticamente desconhecida. Os indivíduos e grupos que irremediavelmente emergem em busca de posições de classe, morrem na sua maioria afogados no esquerdismo nacionalista e no nacionalismo de esquerda, ambas: expressões de classes para as quais a abolição do trabalho assalariado e das mercadorias é tão inconcebível quanto não tomar partido numa disputa interburguesa, seja entre Estados – isto é, entre burguesias nacionais – ou dentro deles.

Por conseguinte, fazemos um apelo urgente a todos os internacionalistas na América do Sul, formalmente organizados ou não, para construir em conjunto connosco uma coordenação internacional sob o princípio de que cada facção da burguesia é hoje reacionária e que, consequentemente, em qualquer guerra por vir, o primeiro e verdadeiro inimigo será sempre a capital do próprio país

Prolétaires de tous les pays, unissez-vous, abolissez les armées, la police, la production de guerre, les frontières, le travail salarié!
Proletários de todos os países, uni-vos, suprimam exércitos, polícia, produção de guerra, fronteiras, trabalho assalariado!
¡Proletarios de todos los países, uníos, suprimid ejércitos, policías, producción de guerra, fronteras, trabajo asalariado!
Workers of all countries, unite, abolish armies, police, war production, borders, wage labor!